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Vereador Lórens Nogueira é suspenso por denúncias de corrupção

A 7ª Vara Criminal de Curitiba determinou o afastamento do vereador Lórens Nogueira por 90 dias, após denúncias de exigência de repasses financeiros de assessores. A acusação envolve cinco casos de concussão.

A 7ª Vara Criminal de Curitiba decidiu acolher a solicitação do Ministério Público do Paraná e afastar por 90 dias o vereador Lórens Nogueira, que está em seu primeiro mandato. Ele é acusado de estar envolvido em um esquema de "rachadinha", sendo denunciado pelo Gaeco, o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado.

De acordo com a denúncia, entre novembro de 2025 e abril de 2026, Lórens Nogueira teria exigido que uma assessora do seu gabinete realizasse repasses mensais de R$ 5 mil, como condição para manter sua posição na Câmara Municipal. Essa prática configura o crime de concussão, que, segundo a legislação, pode resultar em penas que variam de dois a 12 anos de reclusão.

Além das sanções penais, a denúncia também solicita que o vereador pague R$ 25 mil à assessora como reparação pelos danos causados, bem como R$ 50 mil a título de dano moral coletivo. Esses valores refletem a gravidade das acusações e o impacto que a conduta do vereador pode ter sobre a integridade do serviço público.

É importante ressaltar que a situação de Lórens Nogueira não é isolada. Durante a legislatura de 2017 a 2020, duas ex-vereadoras que atuavam na defesa dos direitos dos animais também foram condenadas por envolvimento em casos semelhantes de "rachadinha". Elas foram presas e, posteriormente, liberadas para cumprir pena em regime domiciliar.

O caso de Nogueira traz à tona a necessidade de uma maior fiscalização sobre as práticas dentro da Câmara Municipal, especialmente em relação à transparência e à ética dos servidores públicos. À medida que as investigações prosseguem, observa-se um aumento na pressão por medidas mais rigorosas contra a corrupção no setor público, refletindo um clamor social por mais responsabilidade e integridade nos cargos eletivos.