A relação entre o PSD, liderado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, e os integrantes da Federação União Progressista tem enfrentado tensões. Após a convenção estadual, a colaboração entre os partidos esfriou, resultando em uma diminuição da presença dos membros do União Progressista nos eventos promovidos por Sandro Alex, do PSD. Esta mudança de clima gerou descontentamento entre os deputados, que consideram a possibilidade de desistir de suas candidaturas devido à falta de apoio que antes era mais robusto.
Lideranças do União Progressista têm se manifestado em busca de uma reaproximação, enviando mensagens aos coordenadores da campanha de Sandro Alex. Enquanto isso, alguns membros têm se mostrado mais proativos, estabelecendo contatos diretos com Sergio Moro. Essa movimentação indica uma tentativa de fortalecer a posição do partido em um cenário eleitoral que se aproxima.
O descontentamento não é isolado e reflete uma insatisfação mais ampla entre os candidatos da proporcional, que esperavam um suporte mais forte do PSD, como o que foi oferecido anteriormente, em março. A falta de diálogo e a diminuição da cooperação podem ter implicações significativas para as candidaturas no próximo pleito.
As próximas semanas serão cruciais para definir se essa busca por aproximação com Sergio Moro resultará em um fortalecimento da Federação União Progressista ou se a crise interna se aprofundará, impactando negativamente as campanhas. Com as eleições de 2026 se aproximando, a necessidade de alianças estratégicas torna-se ainda mais evidente para os partidos envolvidos.
Enquanto isso, o cenário político continua a se desenrolar, com outros partidos também buscando consolidar suas bases e fortalecer suas candidaturas. O MDB, por exemplo, já se posiciona para ter uma atuação de destaque nas eleições para a Câmara Federal, mostrando que a competição será acirrada entre as legendas no próximo ano.


