A disputa eleitoral pelo Governo do Paraná em 2026 ganhou um novo desdobramento com a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). O órgão determinou a retirada de peças da campanha de Sandro Alex, do PSD, que apresentavam elementos gráficos considerados semelhantes aos usados em materiais institucionais do Governo do Estado.
A decisão foi proferida com base em uma representação da coligação Fortaleza Paraná, que tem como candidato Sergio Moro, do PL. A ação questionou a identidade visual das propagandas de Sandro Alex, argumentando que poderiam criar uma associação indevida entre sua candidatura e a comunicação oficial do governo estadual, que é financiada com recursos públicos.
Após análise, a Justiça Eleitoral identificou elementos que justificaram a retirada do material. O TRE-PR se baseou no artigo 40 da Lei nº 9.504/1997, que proíbe o uso de símbolos, imagens ou frases que possam ser confundidas com as utilizadas por órgãos governamentais.
O documento judicial destacou semelhanças nas peças eleitorais e nos materiais de publicidade institucional do Governo do Paraná, apontando similaridades em elementos gráficos, composição visual e sequência narrativa.
A liminar estabeleceu um prazo de 24 horas, a partir da intimação, para que Sandro Alex, o candidato Rafael Greca, do MDB, e a coligação A Mudança Continua removam o material questionado das suas campanhas. O não cumprimento da ordem resultará em uma multa de R$ 50 mil.
Vale ressaltar que essa decisão não encerra a discussão sobre o caso, que pode ter novos desdobramentos. A representação faz parte de um contexto de crescente judicialização das eleições para o Governo do Paraná, que se intensificam à medida que se aproxima o pleito de 2026.


