Nesta terça-feira (4), o Spotify anunciou uma revisão em sua previsão de lucro operacional para o terceiro trimestre, que ficou abaixo das expectativas do mercado. A companhia reportou uma desaceleração no crescimento de usuários em regiões importantes, como Europa e América do Norte.
O lucro operacional estimado é de 670 milhões de euros, inferior à média de 677,8 milhões de euros prevista por analistas da Visible Alpha. No segundo trimestre, a empresa havia alcançado um lucro de 655 milhões de euros, superando a expectativa de 639,2 milhões de euros, impulsionado por um aumento na receita e pela redução dos encargos relacionados à folha de pagamento.
As contribuições sociais da empresa, que estão ligadas ao valor de suas ações, têm afetado os resultados financeiros. Os papéis do Spotify apresentaram uma queda de cerca de 16% ao longo do ano. Embora a receita trimestral tenha crescido 14%, alcançando 4,78 bilhões de euros, esse valor ficou ligeiramente abaixo da previsão de 4,80 bilhões de euros, conforme dados da LSEG.
Para o terceiro trimestre, a empresa projeta uma receita de 5 bilhões de euros, um pouco acima da estimativa de 4,93 bilhões de euros. Além disso, a expectativa é de que o número de usuários ativos mensais chegue a 788 milhões, um valor que não atende à expectativa de 793,6 milhões apontada pela Visible Alpha.
Por outro lado, a previsão de crescimento de 5 milhões de assinantes premium, totalizando 305 milhões de usuários, está praticamente alinhada com as estimativas do mercado. Para conquistar novos usuários e aumentar sua competitividade frente a rivais como YouTube e Netflix, bem como startups de música baseadas em inteligência artificial, como Udio e Suno, o Spotify lançou inovações como "Personal Podcasts" e novas ofertas, como o "Reserved".


