O candidato ao Governo do Paraná, Sergio Moro, participou de uma coletiva de imprensa neste sábado, 19 de setembro, em Apucarana, no Norte do Estado. Ao lado dos candidatos ao Senado, Filipe Barros e Deltan Dallagnol, Moro abordou propostas voltadas à segurança pública e contestou informações veiculadas por adversários durante a campanha.
Um dos principais temas discutidos foi a indicação de Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal (STF), aprovada pelo Senado em dezembro de 2023. Moro afirmou categoricamente que não votou a favor da indicação feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O candidato classificou como "sórdida" a campanha que, segundo ele, tenta associá-lo a um voto favorável ao nome de Dino.
Durante uma entrevista à RPC na quinta-feira, 17, Moro reafirmou que sua posição foi contrária à indicação de Flávio Dino, além de se opor aos nomes de Cristiano Zanin e Jorge Messias para cargos no Judiciário e no Ministério Público. No entanto, a votação que ocorreu em 13 de dezembro de 2023 foi secreta, e o registro oficial do Senado não permite a confirmação da posição de cada parlamentar individualmente. Na ocasião, a votação resultou em 47 votos favoráveis, 31 contrários e duas abstenções.
O ex-juiz federal destacou que decidiu esclarecer sua posição sobre o voto apenas agora, em razão do uso eleitoral que adversários têm feito do episódio. A declaração é feita em um momento crucial da campanha, onde Moro disputa o cargo de governador pelo PL.
Além de esclarecer sua posição sobre a votação, Moro também aproveitou a coletiva para apresentar propostas relacionadas à segurança pública. Entre as iniciativas sugeridas, ele mencionou o fortalecimento das forças policiais e um conjunto de ações destinadas ao combate à criminalidade em todo o Estado.
A aprovação da indicação de Flávio Dino ao STF se deu após uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça, onde o nome recebeu 17 votos a favor e 10 contrários. A votação no plenário do Senado, por sua vez, resultou em 47 votos favoráveis e 31 contrários, além das duas abstenções registradas. Esse contexto político reverbera no cenário eleitoral atual, onde a disputa pelo Governo do Paraná se intensifica.


