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Queda na Avaliação de Programas Econômicos do Governo Lula entre Eleitores

Pesquisa revela que a percepção sobre o Desenrola 2.0 e a isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil registraram queda significativa entre os eleitores. Medidas visam aumentar a popularidade do governo até as próximas eleições.

A avaliação de iniciativas como o Desenrola 2.0 e a isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil apresentou uma diminuição entre os eleitores, conforme pesquisa realizada pela Genial/Quaest e divulgada em 5 de outubro. Essas medidas visam elevar a popularidade do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes das próximas eleições, mas parecem estar perdendo força.

De acordo com os dados, a aprovação do programa Desenrola caiu de 55% em julho para 47% no momento atual. Embora a percepção de que o programa ajuda um pouco tenha aumentado de 20% para 25%, a proporção de entrevistados que considera a medida uma má ideia subiu de 21% para 23%.

A situação das dívidas das famílias se manteve estável, com 47% afirmando ter poucas dívidas, 31% sem dívidas e 22% com muitas dívidas. Além disso, 88% dos participantes da pesquisa afirmaram que o programa não trouxe benefícios para eles e suas famílias, enquanto apenas 10% relataram ter sido beneficiados pela renegociação de débitos.

Outro ponto a ser destacado é a percepção de renda entre os entrevistados, que também apresentou queda. Em julho, 35% afirmaram que sua renda havia aumentado significativamente, enquanto agora esse percentual caiu para 26%. O número de pessoas que não notaram mudança na renda subiu de 33% para 37%, e os que indicaram um aumento modesto passaram de 31% para 35%.

A isenção do Imposto de Renda, que favorece quem ganha até R$ 5 mil, apresentou uma tendência similar. Desde fevereiro, o percentual de pessoas que relataram um aumento significativo de renda devido a essa isenção cresceu de 15% para 24% em julho, mas agora caiu para 21%. O número de entrevistados que afirmam que a medida não fez diferença aumentou de 39% para 46%, enquanto 32% indicaram que a renda aumentou, mas não de forma significativa.

A pesquisa também abordou o conceito de "affordability", que se refere à capacidade da renda dos trabalhadores de cobrir suas despesas. Para 33% dos entrevistados, a renda aumentou na mesma proporção que o custo de vida no último ano. Outros 32% afirmaram que a renda não teve aumento, enquanto 23% indicaram que a renda cresceu, mas menos que o custo de vida. Apenas 10% relataram um aumento da renda superior ao aumento do custo de vida.