Uma professora foi detida em Cascavel, no Paraná, após a descoberta de condutas inadequadas em relação a crianças em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI). A investigação, conduzida pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria), revelou gravações das câmeras de segurança do CMEI que mostram a profissional agredindo fisicamente uma criança ao puxá-la violentamente pelos braços e arrastá-la pelo chão da sala de aula.
Além disso, as imagens revelaram que a professora obrigava os alunos a segurarem garrafas congeladas e impedia uma criança de sentar no tatame, forçando-a a permanecer no chão frio. Esses comportamentos foram considerados graves e resultaram em efeitos psicológicos severos nas vítimas. A delegada responsável pelo caso informou que uma das crianças afetadas começou a demonstrar sinais de sofrimento emocional intenso, apresentando comportamentos de automutilação e arrancando os próprios cabelos.
A professora também era acusada de isolar uma das crianças como forma de punição, o que agravou ainda mais os efeitos de suas ações. A investigação do Nucria não se limita a ela, pois outras duas servidoras, de 44 e 50 anos, também estão sendo investigadas por possível participação nos atos de violência. Embora não tenham sido presas, a Justiça aplicou medidas cautelares que incluem a proibição de contato com as crianças afetadas e seus familiares, além do afastamento imediato das funções no CMEI Geraldo Figueiredo.
Essas servidoras estão sujeitas a restrições adicionais, como a proibição de manter contato com testemunhas ou outros funcionários da escola enquanto as investigações estão em andamento. A Prefeitura de Cascavel foi contatada para fornecer um posicionamento oficial sobre o caso, e a reportagem aguarda uma resposta a respeito da situação e das medidas que serão tomadas.
O caso levanta preocupações sobre a segurança e o bem-estar das crianças em instituições de ensino, enfatizando a necessidade de um monitoramento rigoroso das práticas educacionais.


