O termo 'pré-diabetes' pode parecer tranquilizador, mas a realidade é que a glicose MÉDIA acima do normal já sinaliza riscos significativos à saúde. Essa etapa é crucial, pois a intervenção precoce pode ser determinante para a saúde do coração, cérebro e rins.
De acordo com o nefrologista e clínico geral Prof. Dr. Carlos Machado, muitas pessoas acreditam que o diagnóstico de pré-diabetes não requer ação imediata. No entanto, essa condição é um estágio INICIAL do diabetes, onde a deterioração dos vasos sanguíneos já se inicia. O especialista alerta que esperar os níveis de glicose aumentarem ainda mais representa um erro sério. "A pessoa pode se sentir bem enquanto sua saúde se deteriora", afirma.
A percepção equivocada gerada pelo prefixo 'pré' pode levar a uma falsa sensação de segurança. Contudo, esse diagnóstico indica uma janela importante para a adoção de medidas preventivas. Ignorar os sinais iniciais pode resultar em complicações mais sérias, como doenças renais e cardiovasculares.
A avaliação da glicemia MÉDIA acima de 100 mg/dl já é um indicativo de que algo não está bem. Os critérios da Associação Americana de Diabetes estabelecem que a hemoglobina glicada entre 5,7% e 6,4% e a glicemia em jejum entre 100 e 125 mg/dL são sinais de alerta. Mesmo antes de atingir esses níveis, o corpo já pode estar enfrentando mudanças metabólicas prejudiciais.
Além disso, a glicose elevada frequentemente está associada a outros problemas de saúde, como pressão alta, colesterol alterado e sedentarismo. O rastreamento da saúde deve ser realizado por meio de exames simples, considerando fatores como idade, peso, histórico familiar e outras comorbidades.
A busca por ajuda médica deve ser imediata quando sinais TARDIOS surgem, como sede intensa, aumento da frequência urinária, vômitos ou confusão. Sintomas como dor no peito e falta de ar são considerados emergências e precisam de avaliação urgente. A fase de pré-diabetes não deve ser subestimada, pois é um indicativo claro de que um plano de ação deve ser iniciado.


