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Operação do Gaeco investiga candidata a deputada estadual em Campo Largo

Mariane Aparecida Mazzon, candidata a deputada estadual, é alvo de operação do Gaeco em Campo Largo. Mandados de busca foram cumpridos em endereços associados à candidata e ao Instituto SOS 4 Patas.

A candidata a deputada estadual Mariane Aparecida Mazzon, filiada ao partido Missão, foi alvo de uma operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nesta quinta-feira (17) em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba.

Essa ação faz parte da Operação Resgate, que incluiu mandados de busca e apreensão em diversos endereços relacionados à candidata, seus familiares e ao Instituto SOS 4 Patas, entidade da qual Mariane é responsável. Durante a operação, equipes policiais realizaram diligências em várias propriedades, conforme documentos obtidos pelas autoridades.

As investigações estão sob sigilo judicial, e até o momento, o Ministério Público do Paraná (MPPR) não revelou quais fatos estão sendo apurados nem quais crimes podem ter motivado a operação. Entre os alvos dos mandados estavam Mariane Aparecida Mazzon, Celso Luiz Mazzon e Agostinho Mazzon. Durante as buscas, foram apreendidos celulares e outros materiais considerados relevantes para o inquérito, que foram encaminhados à Promotoria de Justiça de Campo Largo.

Em um dos endereços, havia mandados relacionados a uma empresa que já havia encerrado suas atividades, embora ainda não tivesse sido formalmente baixada. Outro alvo mencionado em um dos mandados não residia mais no local, o que resultou na não realização das buscas referentes a esses dois casos. Um outro imóvel foi vistoriado, onde um aparelho celular foi apreendido, mas nenhum material ilícito foi encontrado.

Além dos locais relacionados à candidata, a operação incluiu endereços vinculados ao Instituto SOS 4 Patas, ao Pam Pet Hotel e ao Táxi Dog. Em um desses locais, foram encontrados aproximadamente 110 animais, cuja responsável informou que os cães haviam sido resgatados pela ONG. Durante a inspeção, não foram identificados sinais de maus-tratos, e os animais pareciam estar bem cuidados.

Os policiais também vistoriaram o canil do Instituto SOS 4 Patas, que abrigava cerca de 230 cães e contava com seis funcionários. De acordo com o relatório da diligência, o espaço estava organizado, com os animais separados por idade e condição de saúde, incluindo uma área específica para cães com deficiência. A avaliação inicial indicou que as instalações e os cuidados com os animais estavam regulares, e nenhum material foi apreendido nesse local.