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Nova espécie de peixe sem olhos é descoberta acidentalmente em caverna no Alabama

Cientistas da Universidade do Alabama identificaram uma nova espécie de peixe, chamada Demogorgonichthys arcanus, em uma caverna sob uma base militar. A descoberta ocorreu durante uma pesquisa na Sala dos Camarões.

Uma nova espécie de peixe, nomeada Demogorgonichthys arcanus, foi identificada por cientistas em uma caverna subterrânea situada sob uma base militar no Alabama, EUA. O nome da espécie faz referência aos Demogrogons, criaturas do famoso seriado Stranger Things, que têm origens na mitologia grega como demônios.

A descoberta foi acidental e ocorreu quando Matthew Niemiller, pesquisador responsável pelo laboratório de biologia de cavernas da Universidade do Alabama em Huntsville, escorregou na lama durante uma pesquisa na Sala dos Camarões. Ao cair em uma poça mais profunda, ele perturbou o habitat de um peixe-das-cavernas e um lagostim que se escondiam sob uma saliência rochosa, levando à observação do novo peixe.

O sistema subterrâneo, conhecido como Caveira Bobcat, é monitorado regularmente em relação à qualidade da água, especialmente por ter sido um centro de produção de armas químicas durante a Segunda Guerra Mundial. A descoberta do Demogorgonichthys arcanus foi publicada na revista Scientific Reports, destacando a importância da pesquisa na área.

Após revisar as imagens capturadas, Niemiller concluiu que o peixe observado representava uma nova espécie, um fato que foi confirmado pela análise do DNA, que não se encaixava em nenhum grupo previamente conhecido. A ausência de olhos no peixe é uma característica intrigante, e o pesquisador apresentou teorias sobre suas causas.

Uma das hipóteses sugere que a vida em completa escuridão torna a visão desnecessária, levando a seleção natural a favorecer mutações que resultaram na perda dos olhos. Além disso, a forma como a rodopsina é quebrada nesse peixe difere daquela encontrada em peixes-das-cavernas relacionados, sugerindo que a perda da visão ocorreu de maneira independente em cada espécie.

O estudo também aponta que as condições específicas da caverna e a história da base militar podem influenciar a biologia do peixe. Durante a Segunda Guerra Mundial, diversas armas químicas foram produzidas na região, e após o conflito, munições químicas, incluindo agentes tóxicos como gás mostarda e agentes nervosos, foram enterradas na caverna, que atualmente passa por investigações e processos de limpeza contínuos.