O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou críticas a candidatos que, segundo ele, apresentam um discurso cínico sobre o futuro do Brasil. A declaração foi feita no último sábado (5/9), durante uma visita ao futuro campus da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São José do Rio Preto (SP). A agenda, que era oficialmente institucional, contou com o apoio do público, que o aclamou com gritos de 'tetracampeão'.
Ao abordar a relevância dos investimentos em educação, Lula questionou a credibilidade das propostas eleitorais, relembrando o estado alarmante que encontrou ao reassumir a Presidência em 2023. O presidente destacou: "Estamos em campanha para presidente da República, para governador, para senador… e você vê as pessoas falarem de futuro com um cinismo, que faz você perguntar: 'Que futuro que você tá falando?'."
Além disso, Lula ressaltou a situação da educação no país, informando que ao voltar ao Planalto, encontrou a merenda escolar sem reajuste há sete anos. Ele enfatizou que a estrutura do governo estava debilitada, com a ausência de ministérios cruciais, como o Ministério da Cultura, o Ministério do Trabalho, o Ministério da Igualdade Racial, o Ministério da Mulher e o Ministério dos Direitos Humanos. Diante desse quadro, o presidente questionou que futuro poderia ser esperado para o país, sugerindo que se tratava de um "futuro do obscurantismo".
O presidente também argumentou que a falta de investimentos em educação e cultura restringe as opções da população. Ele afirmou que "um país que não investe em educação e não investe em cultura está tratando o povo como se fosse gado, como se fosse um rebanho: vai para onde eles quiserem", enfatizando a urgência de mudanças nessa área.
A visita teve como foco o espaço destinado ao novo campus da UFSCar em São José do Rio Preto, parte de um projeto para expandir as universidades federais por todo o Brasil, que visa a criação de 18 novos campi. As aulas no campus começaram em março, em instalações provisórias, e a nova estrutura poderá oferecer até 2,8 mil vagas nos primeiros quatro anos.
Durante seu discurso, Lula também solicitou celeridade na reforma do local e expressou a expectativa de que o campus possa receber mais alunos a partir do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2027. Ele concluiu sua fala sublinhando a importância de assegurar novas oportunidades de formação para os estudantes: "A gente pode fazer essa reforma mais rápido. A gente pode garantir que já no Enem de 2027 a gente já possa colocar muito mais gente aqui."


