Na última sexta-feira, dia 31, a Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do policial militar Bruno Carvalho do Prado, que é réu pela morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, ocorrida em novembro de 2024. A decisão foi tomada pela juíza Luiza Torggler Silva, da 4ª Vara do Júri, em resposta a uma solicitação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a uma petição apresentada pelos advogados da família da vítima no dia 28.
Bruno Carvalho do Prado e Guilherme Augusto Macedo estão envolvidos em um processo de homicídio qualificado que será julgado em um júri popular a ser agendado. Embora ambos respondam ao processo em liberdade, a situação de Bruno se complicou após novos relatos de violência, incluindo um incidente recente de violência doméstica contra sua esposa. O MPSP informou que o policial agrediu fisicamente a esposa, causando hematomas, e fez ameaças de morte, afirmando que “vai colocá-la no caixão”.
Durante a situação, Bruno se dirigiu ao local onde guarda sua arma institucional, o que levou sua esposa a fugir em busca de ajuda. Embora não tenha utilizado a arma, o MPSP argumentou que o ato de se dirigir a ela em meio a ameaças demonstra grave periculosidade por parte do policial. A Justiça reconheceu que as medidas anteriores não foram suficientes para evitar a reincidência de comportamentos violentos, resultando na expedição do mandado de prisão preventiva e na determinação de apreensão de todas as armas de fogo do policial.
O pedido de prisão também foi encaminhado à 1ª Vara da Violência Doméstica de Santo Amaro. Júlio Cesar Navarro, pai de Marco Aurélio Cardenas, destacou que a ordem de prisão, expedida 619 dias após a morte do filho, representa um marco significativo para a família. Marco Aurélio, conhecido como “Bilau”, foi baleado em 20 de novembro de 2024, em um hotel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, após reagir de forma agressiva à abordagem policial.
Durante o confronto, ele tentou pegar a arma de um dos policiais, que acabou disparando contra ele. Após o disparo, Marco Aurélio foi levado ao Hospital Ipiranga, onde não sobreviveu aos ferimentos. O caso foi classificado como homicídio decorrente de intervenção policial, e a pistola Glock calibre .40 utilizada no disparo foi apreendida. Na ocasião, todos os policiais envolvidos estavam equipados com câmeras corporais, que registraram os eventos do incidente.


