A corrida pelo Senado Federal no Paraná está se intensificando, com um número elevado de candidatos da direita. Entre os nomes estão Alexandre Curi (Republicanos), Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL), Cristina Graeml (PSD) e Karen Guerreiro (Missão). Em contrapartida, a esquerda apresenta apenas dois candidatos: Gleisi Hoffmann e Dr. Rosinha, ambos do Partido dos Trabalhadores.
Essa fragmentação nas candidaturas da direita pode acabar favorecendo as chances do PT, que historicamente obtém entre 25% e 30% dos votos. O governo Lula, ao destinar recursos significativos para pequenas e médias cidades do Paraná, tem gerado apoio a candidatos como Alexandre Curi, que pode contar com prefeitos locais votando nele como primeira opção e, em muitos casos, optando por Gleisi Hoffmann como segunda.
A situação ideal para a direita, segundo analistas, seria a concentração de seus votos em apenas dois candidatos, o que permitiria um confronto mais direto com os representantes da esquerda. Essa união poderia alterar o cenário atual, onde a fragmentação de votos entre os candidatos da direita oferece ao PT a possibilidade de conquistar uma cadeira no Senado.
A possibilidade de um voto útil também se destaca, com o eleitorado podendo optar por apenas dois candidatos, semelhante ao que ocorreu em 2018, quando Oriovisto Guimarães (Podemos e atualmente no PSDB) e Flavio Arns (Rede e hoje no PSB) surpreenderam nas eleições.
Recentemente, circulou a informação sobre a possibilidade de Filipe Barros tentar a reeleição como deputado federal, evitando assim o risco de ficar sem mandato. No entanto, essa informação foi rapidamente desmentida pela assessoria do candidato ao Senado.
A definição do cenário eleitoral se aproxima, e a divisão entre os candidatos da direita pode se tornar um fator decisivo para as eleições de 2026, impactando diretamente as estratégias e resultados esperados pelos partidos envolvidos.


