Na quarta-feira (29), quatro membros da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) foram mortos em ataques aéreos realizados por forças dos EUA e da Arábia Saudita na província de Diyala, situada no leste do Iraque. A confirmação da informação veio de Hasan Ghamari, vice-governador da província de Markazi, que esclareceu que os integrantes da IRGC estavam responsáveis pela segurança durante as cerimônias de peregrinação de Arbaeen.
O Arbaeen é um evento que simboliza o término de um luto de 40 dias em homenagem ao Imã Hussein, que é neto do profeta Maomé e faleceu no século VII. Ghamari também divulgou os nomes dos quatro mortos, que faziam parte da equipe de segurança do evento religioso, aumentando a tensão nas relações entre o Iraque e as forças estrangeiras.
Além dos membros da Guarda Revolucionária, o porta-voz do escritório de imprensa das Forças de Mobilização Popular (PMF), Kareem al-Kinani, informou que seis peregrinos iranianos também perderam a vida nos ataques. Al-Kinani destacou que essas pessoas estavam no Iraque apenas como peregrinos e não como combatentes ou conselheiros, refutando alegações que sugeriam o contrário.
Os ataques aéreos, que ocorreram na noite de terça-feira (28), resultaram em um total de pelo menos 20 mortos e 32 feridos, segundo dados fornecidos pela PMF, que é composta por várias milícias alinhadas ao Irã. O governo iraquiano foi contatado para comentar sobre a situação, mas ainda não houve uma resposta oficial.
Esses eventos recentes evidenciam uma escalada nas tensões na região, particularmente em relação ao envolvimento de forças estrangeiras em conflitos locais. A comunidade internacional e as autoridades locais continuam a monitorar a situação à medida que novos desdobramentos acontecem.


