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Assessor de Sérgio Moro acusa adversários de requentar acusação “infundada e maldosa” em ano eleitoral

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Fábio Aguayo afirma que foi absolvido em processo que já transitou em julgado e diz que episódio antigo voltou a ser usado para atacar sua imagem

O empresário e assessor do senador Sérgio Moro, Fábio Aguayo, afirma estar sendo novamente alvo de uma acusação que, segundo ele, já foi definitivamente encerrada pela Justiça. O empresário classifica o episódio como uma acusação “infundada e maldosa” e acusa adversários políticos de tentar transformar o caso em instrumento eleitoral.

Aguayo afirma que o processo criminal tramitou sob sigilo e terminou com sua absolvição. A decisão, segundo ele, transitou em julgado. Ele também sustenta que embargos de declaração corrigiram o fundamento da sentença para o artigo 386, inciso III, do Código de Processo Penal, indicando que o fato atribuído não constituía infração penal.

Diante disso, o empresário afirma que não houve condenação criminal contra ele.

Caso antigo reaparece nas redes e na propaganda

Segundo Aguayo, o episódio voltou a circular em redes sociais, grupos de WhatsApp e materiais de caráter político justamente durante a disputa eleitoral de 2026.

Ele afirma ainda que a acusação foi utilizada em propaganda eleitoral atribuída ao PSD, legenda do governador Ratinho Junior e do candidato Sandro Alex.

Para o assessor de Moro, a estratégia busca explorar uma acusação sem apresentar ao eleitor o desfecho do processo.

“Estão pegando uma acusação que terminou com absolvição definitiva e tentando apresentá-la novamente como se fosse uma condenação. Isso é uma distorção do que realmente aconteceu”, afirmou.

“Desde o começo eu disse que era político”

Aguayo afirma que a suspeita de utilização política do episódio não surgiu agora. Segundo ele, desde o início do caso já havia alertado que sua imagem poderia ser utilizada para atingir politicamente o senador Sérgio Moro.

O empresário diz que essa posição foi apresentada durante seu depoimento à polícia e mantida ao longo do processo judicial.

Ele também afirma que a pessoa responsável pela acusação fazia parte de seu círculo de convivência e era considerada sua amiga.

“Eu conhecia essa pessoa, tinha uma relação de amizade e jamais imaginei que uma situação como essa pudesse ser criada e depois utilizada politicamente. Desde o primeiro momento eu dizia que o objetivo era me atingir e, por consequência, atingir o Sérgio Moro”, declarou.

Justiça Eleitoral também foi acionada

A utilização do episódio no contexto eleitoral levou Aguayo a buscar a Justiça Eleitoral. Segundo ele, foram adotadas medidas contra conteúdos divulgados durante o período de campanha.

O empresário afirma que houve determinação relacionada à retirada de material considerado falso, além de referência ao fato de que a acusação já havia sido objeto de decisão absolutória com trânsito em julgado.

Aguayo entende que a divulgação parcial dos fatos pode influenciar a percepção do eleitor.

“Se vão contar a história, precisam contar também como ela terminou. A Justiça analisou as provas e o processo acabou. Não é correto retirar o resultado judicial da narrativa”, afirmou.

Ações também nas áreas cível e criminal

Além das medidas eleitorais, Aguayo afirma que ingressou com ações na esfera cível contra responsáveis pela divulgação de conteúdos que considera ofensivos e descontextualizados.

Entre as providências estão pedidos de remoção de publicações, responsabilização e indenização por eventuais danos à honra e à imagem.

Também foram adotadas medidas envolvendo Google e Meta, com pedidos relacionados à remoção e à desindexação de conteúdos disponíveis na internet.

Na esfera criminal, o empresário informa que registrou Boletim de Ocorrência na Polícia Civil do Paraná no dia 6 de agosto de 2026. O registro envolve, entre outras classificações, calúnia, difamação e propaganda eleitoral.

“Não existe condenação”

Aguayo afirma que continuará buscando medidas judiciais para impedir que o episódio seja apresentado de forma diferente do que, segundo ele, foi decidido pela Justiça.

“Eu fui acusado, fui julgado e fui absolvido. A decisão transitou em julgado. Não existe condenação. O que existe agora é uma tentativa de ressuscitar politicamente uma acusação que já terminou na Justiça”, afirmou.

O assessor de Sérgio Moro também diz não ser contrário ao debate político ou à liberdade de crítica.

“Podem me criticar, podem questionar minha atuação e podem fazer disputa política. O que não podem é pegar uma acusação infundada e maldosa, ignorar que houve absolvição definitiva e tentar transformar isso em uma condenação perante o eleitor.”

Para Aguayo, a disputa eleitoral deve ocorrer por meio de propostas e argumentos, sem a utilização de acusações já encerradas judicialmente como instrumento para atingir adversários.

“A eleição se ganha com voto, trabalho e propostas. Não destruindo a honra das pessoas.”