Astorga e toda região

Mais de 800 mil acidentes de trabalho foram registrados no Brasil em 2025

Em 2025, o Brasil contabilizou 806.011 acidentes de trabalho e 3.644 mortes, destacando a relevância da prevenção nas empresas, especialmente durante a SIPAT. Especialistas sugerem dicas para uma semana mais eficaz.

Em 2025, o Brasil registrou um total de 806.011 acidentes de trabalho e 3.644 mortes, conforme levantamento realizado pela Secretaria de Inspeção do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que se baseou nas Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas junto ao INSS e ao eSocial. Nos últimos dez anos, entre 2016 e 2025, o país acumulou 6,4 milhões de acidentes, resultando em 27.486 óbitos e mais de 106 milhões de dias de trabalho perdidos.

Esses dados ressaltam a importância da prevenção nas empresas, especialmente no contexto da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT). Prevista na Norma Regulamentadora nº 5 (NR-5), a SIPAT é uma das atribuições da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA), que deve organizar a atividade anualmente, em parceria com o Serviço Especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), quando aplicável.

Vardiceu Genaro, médico do trabalho e fundador da Mag Saúde, enfatiza que a SIPAT deve ir além de uma programação meramente institucional. “Uma SIPAT eficiente precisa conversar com a realidade dos trabalhadores. Se os dados mostram acidentes recorrentes, afastamentos, problemas ergonômicos ou riscos específicos, esses assuntos precisam fazer parte da programação”, afirma.

Para otimizar a eficácia da SIPAT, o especialista sugere cinco orientações: 1) escolher temas com base nos riscos reais da empresa, considerando o histórico de acidentes e afastamentos; 2) promover atividades práticas, demonstrações e dinâmicas que incentivem a participação dos colaboradores, abordando tópicos como ergonomia e uso correto de equipamentos de proteção; 3) discutir saúde mental, alimentação e qualidade do sono, aproximando a prevenção da realidade do cotidiano dos trabalhadores; 4) garantir que a prevenção se estenda além da SIPAT, com ações contínuas que possam incluir treinamentos e adequações de processos; e 5) utilizar os dados disponíveis sobre saúde e segurança para direcionar as ações preventivas de forma mais assertiva.

Genaro conclui que integrar as ações da SIPAT às informações já existentes sobre saúde e segurança pode tornar a prevenção mais eficaz. “Exames ocupacionais, afastamentos, acidentes, riscos identificados pelo PGR e informações do PCMSO ajudam a evidenciar onde estão os principais pontos de atenção. Quando esses dados são usados para orientar as ações, a prevenção se torna mais alinhada com os problemas reais daquele ambiente de trabalho.”