O Tribunal do Júri de Maringá, no Norte do Paraná, condenou Ricardo Seidi Shigematsu a 23 anos, 6 meses e 22 dias de prisão pela morte da filha, Eduarda Shigematsu, que tinha apenas 11 anos. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (17), após um processo que se arrastou por sete anos, marcado por oito adiamentos.
Durante o julgamento, que teve início na quarta-feira (16), Ricardo confessou pela primeira vez o crime, admitindo que matou a menina. Além da pena de prisão, ele foi condenado a pagar R$ 90 mil em reparação mínima a título de danos morais à mãe da criança.
A avó de Eduarda, Terezinha de Jesus Guinaia, que respondia por ocultação de cadáver e falsidade ideológica, foi absolvida pelos jurados. A decisão reflete a análise das provas e dos depoimentos apresentados durante o processo judicial.
O caso remonta a abril de 2019, quando Eduarda desapareceu no dia 24. Quatro dias depois, seu corpo foi encontrado enterrado nos fundos de um imóvel da família. A Polícia Científica atestou que a causa da morte foi esganadura, o que gerou grande repercussão na sociedade paranaense.
Após um longo período de tramitação judicial, o caso finalmente chegou ao Tribunal do Júri, onde foram reavaliadas as evidências e as circunstâncias que cercaram a morte da criança. A condenação de Ricardo Seidi Shigematsu e a absolvição da avó marcam um desfecho importante para um crime que chocou a comunidade local e levantou questões sobre a segurança e proteção de crianças na região.


