O ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, obteve uma vitória significativa ao ter sua candidatura ao Senado Federal aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). A decisão foi tomada pelo placar de quatro votos a três, afastando a inelegibilidade imposta pela Federação Brasil da Esperança, que integra a aliança da Frente Progressista de Esquerda, composta por partidos como PT, PCdoB, PV, PDT e Federação Rede/Psol.
A oposição, especialmente o PT, já anunciou que irá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar reverter a decisão do TRE-PR. Essa ação é vista como crucial para as chances de Gleisi Hoffmann, do PT, que busca garantir uma das cadeiras disponíveis no Senado a partir do próximo ano.
A relatora do caso, Vanessa Jamus Marchi, argumentou a favor da elegibilidade de Dallagnol, sendo acompanhada por outros desembargadores que avaliaram a situação. O entendimento do tribunal foi de que a penalidade imposta ao ex-deputado federal, que resultou na perda de mandato em 2023, não deveria se aplicar às eleições de 2026.
Vanessa Jamus Marchi sustentou que os procedimentos disciplinares em relação a Deltan Dallagnol foram considerados extintos a partir do momento em que ele solicitou sua exoneração. Além disso, a relatora destacou que uma eventual sanção não teria como consequência a demissão do ex-procurador.
Com a decisão do TRE-PR, Deltan Dallagnol se posiciona como um dos candidatos relevantes na corrida eleitoral para o Senado no próximo ano, o que poderá afetar a dinâmica política no estado do Paraná e a composição do Senado Federal. A expectativa agora se volta para os próximos passos da oposição e os desdobramentos legais que poderão surgir a partir dessa decisão.


