Durante uma reunião em Curitiba, o candidato ao Governo do Paraná, Sergio Moro, do PL, defendeu a criação de forças-tarefa especializadas para o combate ao crime organizado. A proposta foi apresentada em um encontro com representantes da Associação dos Delegados de Polícia do Paraná (Adepol), que entregaram um documento com reivindicações focadas na Polícia Civil.
A ideia de Moro envolve a formação de equipes que unam a Polícia Civil e outras forças de segurança, visando ações direcionadas contra organizações criminosas. O candidato enfatizou a necessidade de ampliar o uso de inteligência e tecnologia, com destaque para a integração de câmeras públicas e privadas aos sistemas de segurança e a utilização de reconhecimento facial para identificar suspeitos.
Moro afirmou que o Paraná já conta com algumas dessas ferramentas, mas ressaltou que é imprescindível expandir a estrutura e a integração dos equipamentos disponíveis. "É a utilização de câmeras privadas e públicas interligadas, sistemas de inteligência e reconhecimento facial. Temos isso no Paraná, mas precisamos ampliar", explicou.
Outra proposta discutida durante a reunião foi a destinação de recursos provenientes do confisco de bens de organizações criminosas para ações de segurança pública. Essa medida, segundo o candidato, deve ser avaliada como uma forma de aumentar os investimentos na área de segurança.
Os representantes da Adepol também apresentaram demandas que incluem a valorização dos policiais civis, abordando questões salariais, além de reivindicações por investimentos em equipamentos e melhorias nas condições de trabalho. A entidade pediu ainda a criação de um canal permanente de diálogo entre a categoria e o governo estadual.
Adicionalmente, Moro propôs a elaboração de um código de ética específico para os integrantes da alta administração estadual, abrangendo secretários e chefes de gabinete. O objetivo é estabelecer regras de conduta que orientem o exercício das funções desses ocupantes de cargos do primeiro escalão.


