A Justiça decidiu suspender, de forma temporária, o andamento da Comissão Processante da Câmara Municipal de Fazenda Rio Grande, localizada na Região Metropolitana de Curitiba. A medida impacta a investigação contra o prefeito Marco Marcondes, do PSD, que pode resultar em sua cassação. A determinação foi proferida pela desembargadora substituta Luciani de Lourdes Tesseroli Maronezi no dia 13 de agosto de 2026, e não representa o fim do processo.
A suspensão foi motivada pela identificação de possíveis irregularidades na terceira reunião da Comissão Processante, realizada em 24 de julho. Durante esse encontro, os vereadores discutiram uma denúncia que apontava supostas falhas na área da saúde. Inicialmente, a comissão havia decidido, por maioria, arquivar a denúncia. Contudo, posteriormente, as atas passaram a indicar que a acusação havia sido aceita, permitindo que a investigação prosseguisse.
Essa divergência nas versões do documento gerou incertezas sobre o que realmente foi decidido. A situação se complicou ainda mais com a informação de que o servidor encarregado de elaborar a ata não tinha produzido a versão final do documento. Diante das inconsistências, a desembargadora considerou necessário interromper os atos subsequentes até que se esclareça se o registro final reflete a deliberação da reunião.
Com a decisão, os efeitos das deliberações realizadas na terceira reunião da Comissão Processante ficam suspensos, impedindo o avanço imediato das investigações. A Justiça também determinou a preservação de todas as versões, tanto físicas quanto digitais, dos documentos relacionados àquela reunião.
Importante ressaltar que essa medida não arquiva a denúncia nem impede a continuidade da investigação de forma definitiva. Caso a análise judicial conclua que a reunião ocorreu regularmente, a Comissão Processante poderá retomar suas atividades. Marco Marcondes é alvo de investigação ao lado de outras quatro pessoas, em um caso que pode culminar em sua cassação, dependendo do desdobramento do processo legislativo.


