A vereadora Tathiana Guzella, do PL, está sob investigação após uma declaração polêmica durante uma sessão da Câmara Municipal de Curitiba. A fala ocorreu em meio a um debate sobre o cadastramento de moradores em situação de rua, onde ela se dirigiu à colega Vanda de Assis, do PDT, questionando sua presença na cidade. A declaração, considerada xenofóbica, levantou preocupações sobre a conduta da parlamentar.
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) apresentou uma denúncia criminal contra Guzella, alegando que suas palavras configuram discriminação ou preconceito, uma vez que ela se referiu à origem cearense de Vanda de Assis. A frase exata, que está sendo analisada, foi: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.
Um dos pontos centrais da denúncia é a imunidade parlamentar que Guzella poderia ter, considerando que a discussão ocorreu no plenário da Câmara Municipal, um espaço destinado ao debate de ideias e opiniões. Essa questão pode influenciar o desdobramento do caso, pois a imunidade parlamentar é um mecanismo que visa proteger os parlamentares em suas atividades legislativas.
Caso a vereadora seja condenada, ela poderá enfrentar sanções financeiras significativas. A multa por danos morais pode variar entre R$ 32.420,00 e R$ 64.840,00, de acordo com os valores atuais estipulados na legislação. Essa possibilidade gera um clima de expectativa e debate sobre a responsabilidade dos representantes públicos em suas declarações.
A situação levanta não apenas questões jurídicas, mas também sociais, refletindo a importância do respeito à diversidade e à origem dos cidadãos. A repercussão do caso pode influenciar a percepção pública sobre a atuação dos vereadores em Curitiba e o papel da Câmara Municipal na promoção de um ambiente de respeito e inclusão entre os cidadãos.


