Um homem ficou gravemente ferido e precisou passar pela amputação de um dos pés após um acidente envolvendo explosivos na comunidade de Linha Herval, localizada no interior de Venâncio Aires, no Rio Grande do Sul. O incidente ocorreu durante uma brincadeira, que ganhou notoriedade nas redes sociais após a divulgação de um vídeo mostrando o momento em que a vítima pisa sobre uma bombinha de pólvora para tentar neutralizá-la. A ação resultou em uma explosão instantânea, levando à mutilação do membro.
Esse episódio gerou um alerta sobre os perigos relacionados ao manuseio de artefatos explosivos e à soltura de fogos de artifício por pessoas sem capacitação. O tenente Delai, do Corpo de Bombeiros, enfatizou a orientação da corporação sobre a total proibição do uso de fogos e bombas por leigos. Ele ressaltou que o atendimento a vítimas desse tipo de acidente faz parte da rotina dos bombeiros e frequentemente resulta em sequelas irreversíveis.
O alerta do Corpo de Bombeiros é particularmente direcionado à presença de crianças durante o manuseio de explosivos, uma vez que há registros frequentes de lesões graves, como avulsões e perda de membros das mãos. Além das consequências físicas, a corporação destacou que a soltura irregular de fogos pode infringir legislações municipais que regulam o tamanho dos explosivos, os níveis de ruído e a poluição sonora.
Para a realização de espetáculos pirotécnicos em eventos, a legislação exige a presença de um blaster, que é um profissional certificado e habilitado para o manuseio seguro de explosivos. A apresentação da documentação desse técnico é um requisito para a aprovação das normas de prevenção, que são avaliadas pelo Corpo de Bombeiros na liberação de eventos, sejam eles públicos ou privados. Apesar da venda de fogos ser permitida em estabelecimentos autorizados, a recomendação dos bombeiros é que a população evite qualquer tipo de manipulação direta de produtos pirotécnicos.


